Cor, Alegria e Amor

Que a sua vida tenha cor, alegria e amor.

Entre, "sinta-se" e descubra quanta cor há em você!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sonhando


Entre. Fiz café e bolo pra você. Pouca coisa mudou desde a última vez que esteve aqui. O bolo tá fofinho e o café, do jeito que você gosta. Também tem empadinha! Guardei a sua.
Coloquei aquele cd que você fez com nossa trilha sonora e a casa está florida de flores vivas, cultivadas uma a uma, com muita ternura.
Tem um livro que quero muito que leia. Já o separei e sei que vai te fazer suspirar. A cada linha que o lia, eu pensava nos seus suspiros e quase levei pra você mesmo sem terminar, só pra você sentir um pouco do que eu estava sentindo.
Vamos arriscar aqueles passos que começamos a dançar? Você vai acabar conseguindo. Um pra lá e outro pra cá. Fácil. É só me acompanhar.
Ah! Estive lendo seus textos, como sempre. E sabe o que descobri? Que você é excelente cronista, mas, pode começar a arriscar algumas rimas. Você nasceu crônica e pode florescer poesia. Qualquer coisa que você se arriscar, vai conseguir. Vamos fazer outro dueto? Vamos escrever enquanto tomamos o café, porque depois... a gente sempre sabe o que acontece.
Precisamos pegar a estrada outra vez. Gosto tanto de observar sua concentração e te ouvir cantando, semitonando e desafinando com graciosidade. Me dá vontade de te abraçar bem forte e sorrir pra você. De te abraçar, deixando tua boca encostar no meu ouvido e sentir seu cheiro quase perto da nuca. Colocar minha mão sobre seu peito, enquanto a sua parece tentar me proteger de mim mesma. quando toco seu coração, parece que o leio com a palma da minha mão.
Ouvi uma canção linda hoje. Um arranjo maravilhoso e um solo de tirar o fôlego. A letra é bem triste, mas, é linda, ainda assim. O nome é bem minha cara, você diria: Sonhando. Depois você tenta ouvir.
Estou quase terminando de arrumar os espaços e as bagunças por aqui. Planejar é mais fácil que executar. Sim. Sou eu dizendo isso. Pode rir. Às vezes encontro alguma dificuldade nas coisas. E assumo.
Desculpe o bocejar. Dormi pouco estes últimos dias. Mas não estou cansada, não. Não tem que se preocupar. Acho que sou acordada pelos sonhos, tão ricos em detalhes, que parecem ganhar vida. A minha vida.
Encontrei outras fotografias. Mais antigas que aquelas. Vamos ver amanhã. Porque agora eu preciso acordar.
A cor dar.

domingo, 18 de maio de 2014

Os Otimistas...


O otimista passa pelas tempestades com a certeza de que elas existem só pra trazer mais cor e sentido à vida. Carrega um bocado de cicatrizes pelo corpo, todas escondidas, discretamente, porque na queda de braço com as dificuldades, sempre quer mostrar mais força do que realmente tem. 
Os otimistas acreditam no amor. Sempre acham que as pedras que encontram pelo caminho é para construir um castelo no final. Insistem nas frases feitas de amor, acreditam nas flores, nas cartas, nos gestos. Dá chance para a paciência, aprendem com a espera e nunca passam ilesos. 
Por incoerência total do destino, sempre se metem em histórias difíceis e mesmo com mil tombos pelo caminho, persistem na estrada, encarando de peito aberto a todo e qualquer obstáculo. Bancam a pose de durões e sem reclamações, colocam um sorriso no rosto mesmo quando a vontade é chorar, desesperadamente. 
É... não saio ilesa. Carrego no peito uma dor astronômica de quem acreditou e não hesitou em acreditar. Porque a gente insiste em acreditar em amor. Passa a ver as coincidências da vida como sinais e transforma aquela teia, o emaranhado de sentidos e sentimentos, em rede para cercar e cuidar do amor. Acredita em dias mais bonitos... lê e relê a história escrita a quatro mãos e questiona o desfecho sem paz, sem dois, sem mais. Não se vive tudo isso sozinha. Foi partilha. E, deu flor. 
Mas para quem acredita em renascimento, sabe que amanhã é só mais um dia para viver. Para ser. Para transformar sonhos em realidade. E todas as cicatrizes, agora escancaradas, contam uma história que se foi. Não corta pela raiz, porque já deu flor. Mas sabe dar adeus.
Vem vindo alguém que receberá todo este amor que me dará tempo para ser amada. 
E a vida segue. A dor logo vai. E otimista que sempre fui,  sigo inventando novas cores. 







terça-feira, 13 de maio de 2014

E vira...

Rodava o mundo e ela rodopiava, em compasso com a vida, entre os papéis e as flores. Em meio sonhos e afetos, férteis. Sementes a semear, e "se amar" entre verdades pela metade. 
Era um mundo inteiro ali dentro. Era ela, feita de pedaços. Entre encontros e despedidas.  Perdida na certeza arrogante de frases feitas, se encontrando no milagre da vida, fruto do ventre, pulsando a força que a conduz. 
Rodopiava o mundo e ali, bem dela, rodavam os sonhos feito filme no teto, tão céu, tão seu. Resumindo o abundante sentir, capaz de girar o relógio, desfazendo o tempo, refazendo o vento, fabricando o alento que planta as palavras e escreve as flores, inventando novo amanhã. 
Era só mais uma roda, neste gira feito gigante, a embalar, feito presente, um futuro bordado de ternos abraços e reluzentes sorrisos. 
Ainda gira o mundo. E ela, ainda se vira.

Débora Andrade





domingo, 27 de abril de 2014

Ela vem pra ser mais...

Sempre falei de mim a vida toda. Tentava me esconder nos escritos, mas, era exatamente ali que eu me escancarava. Falava com facilidade, sem me preocupar com as consequências dos desabafos. Aprendi a ser só. A viver tudo dentro de mim, externando em palavras e deixando escapar gestos quando o sentir transbordava. Mas, era tudo bem fácil.
Hoje, quando falo de mim, eu falo dela. Ela faz, literalmente, parte de mim. Às vezes é um tanto assustador.  Porque existe algo de dependência nisso tudo. Ela depende de mim eu, que sempre achei que nunca dependeria de ninguém, passei a depender dela. Para sorrir, principalmente.
Os dias não têm sido fáceis. Do susto à tempestade, o tempo vai durando o que precisa para preparar o tempo das flores.  Nas noites, silencio em mim as frustrações, angústias e me desfaço da armadura, deixando a lágrima vir; assumindo toda fragilidade que a vida não tem me permitido. Tento alocar tudo isto distante do cordão umbilical... Mas, é bem em meio às minhas tentativas de forjar segurança que ela surge com toda ternura e graça, dando voltas e cambalhotas no meu ventre, apontando sinal de vida dentro de mim, acendendo toda vida lá fora. Ela aparece me trazendo o futuro muito mais bonito. Então, consigo enxergar o seu sorriso e a vejo trazendo uma nova canção, falando sobre o bom arranjo instrumental e o quanto os versos e rimas palpitam felicidade em seu coração. É bem nesta hora, no silêncio ensurdecedor da fuga, que ela surge como quem diz:  - Mamãe, estou aqui. Olhe para mim. Eu amo você.
Já tão cheia de demonstração de força, ela me provou que a vida está fora dos planos. Que sempre algo muito importante nascerá do amor, trazendo ainda mais amor. E hoje eu posso dizer que já tenho o melhor de mim.
“Ela vem pra ser mais... mais de tudo. Mais amor.”


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Traços e Linhas

Arrisco traços em cores quando penso em teu abraço. Mas, nada que eu pinte ou escreva, se assemelha ou se aproxima à grandeza do sentir que é entregue no silêncio envolto aos teus braços.
Guardo por aqui algumas palavras de conforto, bem vindas da serenidade do coração. A vida caprichou nas nossas tempestades. Mas, o que seria pequeno diante de nós, que nos fizemos tão imensos perante um ao outro? Não economizou em nenhuma emoção.
Mesmo que tímido, ainda percebo o brilho do teu olhar. Aos poucos, a vida vai se encaixando e nós, nos encaixando. Vamos tomando conta dos espaços e dos vazios, sem invasões drásticas. Não há como nos repelir quando traçamos nossas linhas. São paralelas, nada uniformes e, nem sempre, no mesmo ritmo ou tom. Mas, seguem lado a lado.
Fomos expostos, escancarados, com verdades inversas e reconstruídas distantes do que somos. Nada de nosso. Mas, bem perto de nós, quando o tempo para e a céu parece tão perto, no toque e na respiração, em um olhar de três segundos, nos confessamos e nos reconhecemos. E nos deparamos com um novo Sol neste mesmo caminho.
O que cabe no nosso tempo é calma, é paz, é amor. Porque nossos minutos ainda continuam valendo dias quando nossas mãos tomam conta de nós.
Não tema o tempo. Nem mesmo o meu. Não tema a minha pressa, o meu romantismo exacerbado e minha mania de dar cor às nuvens, às histórias. Já que eu não temo o teu silêncio, nem o teu compasso lento e menos ainda a tua história. Não tema a nossa história. Algo parece ter sido escrito por aí, feito lei, que nós saberemos sempre escrever e reescrever com paixão todos os começos, meios, fins e recomeços, independente das tempestades.

Me releio, quando leio você. Me reaprendo quando aprendo sobre nós. E volto a arriscar nossas linhas. 

Débora Andrade 


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Pra Seguir

Eu ainda penso naquele primeiro dia. No desajeito das nossas palavras e a falta de lugar para nossos corpos. Eu te vi. Eu te enxerguei. Eu me deixei ser vista por você. E eu ainda pergunto o que a vida pretende para nós. Já que, nada parece definitivo quando se trata da nossa história.

Eu sinto falta dos nossos dias de uma hora. Das nossas horas que cabiam nossas vidas. A vida pulsa em mim com todo o teu jeito. E eu ainda vejo, nos teus olhos que me escapam, a minha falta de jeito. Estamos um no outro, ainda que não saibamos ou, fugimos disso.


A vida pela frente... é esta coisa de seguir. Como sempre fiz. E agora eu penso em segurar suas mãos... A desculpa é não te deixar desamparado... de cuidar e zelar por você... Mas, a verdade, é que perdi a vontade de seguir tão só... e bem no fundo, bate um medo de esquecer alguns passos pela estrada... os passos que você esteve ao lado...

Vou me reaprendendo, aprendendo você. 


terça-feira, 18 de março de 2014

Entre "mas", nós.

Entre os meus “mas”, não há espaço para tanto. Cabe uma vírgula só para respirar a pausa, enquanto penso na palavra que segue. Seguir. Eu gosto desta palavra e a uso com sabor de esperança, feito tempero de um prato cheio de força e fé.

Este céu que vimos juntos, ainda é o mesmo. Mas, eu enxergo as estrelas. Enquanto você se preocupa com as nuvens, eu as sopro para que você tenha a mesma sorte. Te desejo o brilho delas, assim como peço a divindade da luz sobre seus dias, para que você sempre lembre que a sombra não existe sem ela.

Entre “tantos” sempre há um bocado de nós. Espalhados pelo corpo, entranhados na alma. E insistimos nos caminhos distintos. Só para tirar a prova de que o destino não existe e, se existisse, nunca poderia mandar nos nossos caminhos.

Aprendi o ceticismo com os tombos da vida.  Mas, entre eles, sempre respeitei o amor. Este, soberano, impera entre os “mas” e os “tantos” e desmentem todas as minhas linhas de negação.