Cor, Alegria e Amor

Que a sua vida tenha cor, alegria e amor.

Entre, "sinta-se" e descubra quanta cor há em você!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pode ir...

Vá em frente. Mesmo que este "em frente" me deixe em um outro lugar. O importante é você seguir. Decifrar os medos e enfrentar seus monstros. Sim. Acredito que será mais fácil se eu estiver por perto. Mas, siga em frente. Eu não te perderei de vista.
Não se preocupe com minha independência. Menos ainda com o desapego. Aprendi com a vida que o amor é bem assim. Livre.
Saberei me cuidar. Me resolvo com músicas e livros. Vomito meia dúzia de poemas tristes e o sorriso volta para o lugar.
Meus aplausos estarão prontos e sonoros para teu reinar. Sim. Reinar! Ser o seu próprio rei. Dono dos seus prazeres, das suas histórias, das suas conquistas.
Claro que a vida, embora seja como o mar, não lhe trará só flores e sol. Algumas tempestades existem em nós. Mas viver a certeza do arco íris, motiva a seguir sem medo e certos de finais, quase sempre, felizes. E eu, quando penso em você, ainda prefiro as reticências.
Vá em frente. Estou bem aqui. Do seu lado.

Débora Andrade

domingo, 20 de outubro de 2013

Além

O amor desabou do céu. Despencou em palavras e e caiu aos seus pés, construindo teu chão. 
Teus pés inexatos, tateando palavras de amor, desconheciam os passos. O amor nunca lhe pareceu seguro. Mas, é. 
Em teu corpo, letras em preces clamam sem pudor. Teu mundo é tão mais que este dissabor. O amor, outra vez, é algo além do que você desconhece.
Chão, prece, céu, palavras, amor. Separados em vírgulas e contínuos, sem razão. O coração ainda não pede razão nenhuma. Aceita motivos. Abraça sorrisos. A alma é. A alma, em calma, é.
O céu desabou em amor. E no teu chão, asas.
Você pode voar. 



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Nada Além de Amor


Os pés nas nuvens e a alma na palma da mão. Os nossos abraços e beijos fabricam o céu. E já nem era a primeira vez... 
Perdemos as contas, os contos e os nós. 
Perdemos-nos entre nós, entre encontros e desencontros...
Encontramos um no outro, caminhos que levam rumo ao que se pode chegar e ao que se deve ser... A felicidade é caminho
As horas passam com pressa... Ordenadas e sistêmicas... As horas deixam os cabelos bancos e rugas na testa... Mas, não conto tempo dentro dos teus braços.
A vida silenciosa confessa segredos. Os olhos não escondem desejos... Mas a mão, professa solidão.
Volto para casa cheia de nós. E me encontro no olhar perdido de dúvidas.
O amanhã, incerto, me rouba o hoje.
Não tenho nada além de amor.

Débora Andrade

domingo, 6 de outubro de 2013

Ah, o amor!

O amor é o sol inesperado nos dias chuvosos.
É o filme da tarde visto da cama desarrumada e, nós dois, entre as almofadas e lençóis.
O amor é a leveza dos dias e a força da sobrevivência.
É o que te faz lembrar, a todo tempo, que o coração pulsa. Que a vida vibra e os olhos brilham.
É uma estrada de terra, onde os caminhos lhe dão a oportunidade de florescer.
É um mais um. Dois inteiros a preencher todos os cantos de canções.
É a tranquilidade da partida, pela confiança da volta. O retorno é consequência da saudade.
O amor é presente com gosto de futuro.
São mãos entrelaçadas que se falam.
São olhares que se confessam.
O amor é o que assombra a escuridão.
É a coragem de pular abismos, certos de que as asas nascerão quando for a hora de voar.
É o "para sempre" que a rotina desacredita.
É um manifesto de fé. A dança de amanhãs cheios de cor.

Débora Andrade






quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Você

Eu me aprofundo em mim e te encontro. Pelo caminho, percorro cenas e centenas de sonhos. Você está sempre perto da Luz. Talvez você seja meu sol que nunca morre. Isto, talvez, explique seu poder de fazer nascer um sol às sete da noite.
Tuas mãos têm o encanto de devolver os meus passos pelo chão. Mas, o teu olhar, me cria asas.
Você é tão bonito. Você é tão bonito. Você é tão... Tão tudo e tanto que me preenche e me transborda.
Passaria dias e noites inventando novas palavras para dizer o que o teu ser causa em mim. E, embora o que eu sinta me aproxima para te enxergar... Tudo que admiro e louvo em você, é seu, sem depender de nada que brota em meu coração.

Você faz o mundo mais bonito. Faz do meu mundo muito mais bonito.

Débora Andrade

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Devolva-me

Em clausura, minha mão repousou sobre meu peito para segurar a dor. O bandido ainda pulsava teu nome e a minha pele ainda exalava teu perfume. Você sempre fica.
Entre esperanças postas feito bandeiras, meu território de sonhos brotavam nossas mãos dadas pelas ruas.
O meu riso, que era tão seu, bastou ao amanhã. Tropecei nas minhas artimanhas de brincar de te fazer feliz. Fui querendo teus sorrisos e fabricando teus amanhãs. Me enrolei num céu de estrelas que eu mesma pintava para te dar.
Me desertei quando deixei fluir em mim teu olhar solitário e tua alma tão só.
E enquanto você me devolvia, eu voltava para mim mais cheia de nós. Voltava a tecer teus dias floridos de paz e muita luz.
Mas, da cumplicidade dos nossos corpos e da intensidade que você ainda não sabe o que fazer, eu me encho e me retalho de histórias que acertam lembranças. Não eram lembranças que eu esperava de um amor que só pode ser desta vez.
Meu gesto, meus olhos e todo meu resto ainda têm o teu jeito. Mas da vida que não para, aprendi que, de fato, "é" aquilo que desejamos "ser".

Débora Andrade

domingo, 29 de setembro de 2013

Setembro

Setembro nos entregou um para o outro. Aprontou com a gente. Nos colocou cara a cara com nossas verdades e com o medo de perder.
Quando já não era, estávamos entregues e cheios de chão. As flores estiveram pelos nossos caminhos. E do silêncio entregue, dos gestos confessos, as palavras começaram a nascer sem som, dando vozes às pontas dos dedos. Nasciam poesias das nossas mãos. Brotavam bilhetinhos de amor nos bolsos.  Os versos embolavam as rimas em nossos colos. 
Reticentes ao tempo. O mundo parou em setembro. E era ali, entre o céu e a terra, entre o sol e a chuva, entre o estrada e as flores, que nascemos e morremos, aprendendo a renascer um para o outro. 
Qualquer quando, quando qualquer tempo... Era o tempo de nos darmos inteiros, sem pensar em contestar um mundo que existia além de nós. Trazíamos setembro para dentro do peito, junto com a primavera que se inventa e se realiza através de um amor que periga renascimento todas as vezes que partimos em direção contrária. 
Débora Andrade