Cor, Alegria e Amor

Que a sua vida tenha cor, alegria e amor.

Entre, "sinta-se" e descubra quanta cor há em você!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

PARTO para não voltar


Eu quis apagar as minhas fotos, uma a uma. Até as que não estávamos juntos: - me incomodava te ver ali, no meu sorriso, no meu olhar, no meu mundo e toda esta tua ausência batendo palmas para o meu futuro.  
Pouco a pouco e, não pela primeira vez, fui remoendo o passado, ainda presente. Eu senti angústia, senti saudade, me senti perdida e não te senti, de propósito, mesmo.
Pensei em me fartar de tudo isso, para ver se, enfim, me perca e me esqueça. E, quem sabe, enfim,  eu me perdoe pelo fracasso de te sentir quando me pego distraída e pela fraqueza de não te resistir. Quem sabe, então, eu não me puna nunca mais com um passado latente e sempre presente, e consiga, enfim, seguir em frente... Muitos “entes” entre  outros muitos “enfim”... E nada, nada, nada é definitivo.
Rezo, oro, medito, penso, repenso, reflito, transmito, repito e insisto nos “porquês”, “por enquanto”, “um dia” e no “vai dar tudo certo”. E dá. Mas, até então, não foi comigo.
Eu apaguei as fotos. Minhas, suas, nossas e tantas outras que me lembravam  teu cheiro, tua doçura e tua graça.
Me perdoo, não me condeno e me prometo seguir. Não sei se em frente, já que segui sempre nesta direção e você insistiu em ficar no meio do caminho. Então, dou a volta por cima, por baixo e vou lado a lado.
Parto, em prantos como quem nasceu agora. Parto para não voltar.



Débora Andrade

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

AME!

"Deixe teu mundo por aqui, colado no meu. Já te preparei um céu estrelado, uma manhã de sol e algumas surpresas. Cuidarei para que tenhas nos teus dias a distração entre o doce e o amargo de se dividir e se entregar. E isso é para que você nunca se esqueça que não podemos evitar algumas angústias, porém, quando se tem um abraço de amor, a vida fica leve e o gosto que sobra não é nem doce e nem amargo. É o nosso."

Débora Andrade


"AME"! Amar te faz mais valente, mais ousado, mais livre e mais feliz! AME MUITO!






sábado, 2 de fevereiro de 2013

Desabafar para não desabar!


A minha vida estava em paz. Eu estava suspirando pouco, escrevia quase nada sobre amor e andava questionando suas razões. De mar cheio de ondas, minha vida havia se transformado em um rio de águas profundas e calmas.
E foi então que eu fui te reencontrar. E dentro de mim você nunca andou sumido. Eu havia te guardado em um lugar avesso, para que eu acreditasse que era mais um na minha história. Mas, não era. E bastou a minha pele tocar a sua, para que você saísse deste avesso, tão passado e causasse todo este rebuliço que hoje, impera em mim. Estou, fatalmente, apaixonada. E, outra vez, é por você.
Já estava acostumada com as dificuldades da nossa história. Dez ou cem obstáculos, eu já sabia antes mesmo de te tocar.  A minha facilidade em falar, a tua dificuldade em se abrir. E a minha ânsia e desespero em te cuidar e toda a tua facilidade em sumir. E outra vez eu quero te cuidar, te abraçar, te sentir. E todo teu mistério que cabe no teu silêncio, se desvenda um pouco no abraço, no olhar, na respiração que temos ao nos consumir.
Temo. E não é pouco. Pelo medo, pelo falta de ousadia, pelo orgulho e pela covardia. E, mais uma vez, empatarmos a história que deveria ser de muita alegria.
Temo. E não é pouco. Em, de repente, me ver obrigada a te guardar outra vez no avesso. E ter que suportar e demonstrar alegria, ao te ver por aí, sem mim, em outra companhia.
Temo. E este é muito. Que o tempo passe e nos esqueça por aqui,  perdidos... Suportaríamos outra vez. Sobreviveríamos. Mas, na incompletude,  trilharíamos um sonho a um, quando deveria ser a dois. Eu e você. Você e eu. 

Débora Andrade

Sobre o Tempo


Ah que este mundo em voltas, sem parar e nem repousar, roda quem sonha e suspira quem vive no círculo que se enrola quando a força do relógio é maior que as lembranças frágeis de um coração.  
O tempo de conta em segundos e não te espera.

Débora Andrade

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dos Encontros e Das Despedidas


Me encontro nas esquinas que me despeço de você.  Eu aprendi a me perder, exatamente, quando te encontro.
Eu salto sem sair do chão, grito baixo e pra dentro, alimentando a angústia que existe no fato de ficar à procura de mim mesma. Nestas buscas sempre encontro mais de você.
Eu deixo você ir sem me ouvir e sem prestar a devida atenção no que há no nosso abraço. Deixo você ir, tão livre quanto veio, não lamento e ainda comemoro as tuas asas. São nelas que consigo ver, ainda, um pouco de mim em ti.
Apenas busco o tempo de me reencontrar e me recompor, sem demora e sem dor. Aprendi a superar. A me superar. Aprendi a guardar as lembranças onde elas devem estar. Mas não vou aprender a me esquecer.  A te esquecer.
Vez ou outra vai ver um pouco de ti nos meus versos como a cena de um reencontro da nossa história. É assim que trilho um caminho de voltas e recomeços meus, seus... nem sempre nossos... E escrevo uma nova história, um novo ciclo, cada vez mais leve, em paz e livre. E enquanto eu passo, enquanto passamos... Elevo a prece e espero que um dia, nossas asas voem um mesmo vôo.  É visto do céu este “qualquer infinito”.

Débora Andrade 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Passado, sempre presente!


Eu me esqueci. Me perdi. Me encontrei numa esquina meio distante de casa. E chovia, enquanto eu olhava para trás.
Eu não via muito bem. Não me via. Não te via. Não tínhamos sombra nenhuma. Chovia. - Sim, eu já disse que chovia.
E neste som costumeiro de resgatar a vida em passados esmiuçados entre amores e dores, eu revivo, mesmo sem ver. Mesmo sem te ver. E tentando me olhar. 
Porque, quem sabe uma dia, de tanto me esquecer, eu escreva algo novo e me esqueço de olhar pra trás. 

Débora Andrade



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Obrigada, 2012!

Eu sorri bem mais do que chorei. Lamentei as faltas e busquei sanar a saudade e me dei muitas chances, até mesmo para me arrepender.
Não mudei tanto. Tanto que, mudei outra vez. Rio de Janeiro  - Três Pontas, de 15 em 15 dias dividida entre paixões. Logo depois, Três Pontas – Rio de Janeiro e mais uma vez, dividida entre as saudades e as perspectivas.  Foi por uma boa causa. Foi por algo novo. Foi pela renovação da fé de muita gente.
Me dei tempo.
Me amei tanto que me perdi entre os amores já vividos. Parece que, realmente, eu sou o maior amor da minha vida. 2012 me brindou com um amor diferente de todos: - o próprio. E como eu ando encantada com isso.
Também me deu chances de me rever, de rever o mundo sob outra ótica. E, embora isto eu lamente um pouco, tenho me adaptado a nova pessoa, mais realista, que vive em mim. 
Conheci pessoas incríveis. Umas que, talvez, sumam da minha vida, mas, não do meu coração.
Me dei pouco aos amigos e, embora as desculpas não substituem a falta, eu me expliquei e eles que, incrivelmente, me entenderam e me fizeram ter a certeza de que tenho os melhores amigos do mundo. 2012 e eu estou na trave dos 30. Parece que, nesta etapa, a vida trata de solidificar amizades e outras coisas.
Claro, não me faltaram aventuras e, muito menos, poesias.
Hoje, dia 01, me sinto qualquer dia. Porque foi em 2012 que aprendi a lidar com as expectativas e a viver os dias bem vividos, um por vez.
Com muito orgulho, continuo sonhando. E, claro, buscando minhas realizações. “Nunca Pare De Sonhar, me diz sempre, Gonzaguinha.
Hoje tem cor, alegria e amor. E amanhã, também.